O gás canalizado chegou a São Paulo no século XIX para iluminar ruas com lampiões, migrou para cozinhas e aquecimento no século XX, passou pela era do gás de rua fabricado, pela chegada do gás natural e pela privatização — até a rede atual, que já recebe biometano renovável.
A primeira vida do gás paulistano foi a iluminação pública: em 1872, os lampiões a gás começaram a clarear o centro da cidade, alimentados por gás fabricado de carvão numa usina local. O acendedor de lampiões virou personagem urbano — e a infraestrutura de tubos sob as ruas, uma novidade de metrópole.
A eletricidade tomaria a iluminação décadas depois, mas os tubos ficaram: a rede encontraria nova vocação.

Com a luz elétrica dominando as ruas, o gás canalizado migrou para dentro das casas: fogões, aquecedores e indústrias. Por décadas, o que circulava era 'gás de rua' fabricado (de carvão e depois de nafta), até a virada para o gás natural — mais limpo e eficiente — conforme gasodutos e oferta chegaram a São Paulo.
Marco regulatório da segurança: em 1987, a lei paulistana restringiu botijões em edifícios — empurrando os prédios da capital para o gás canalizado e moldando o padrão de construção até hoje.
Em 1999, a companhia de gás paulista foi privatizada, e seguiu-se um ciclo forte de expansão da rede — centenas de municípios e milhões de clientes conectados na área de concessão, com o gás natural chegando a bairros e cidades antes servidos só por botijão.
A expansão criou também o ecossistema técnico atual: normas ABNT maduras (como a NBR 15526), programas de qualificação de instaladoras (Abrinstal BIP) e critérios da concessionária para quem executa — o ambiente em que trabalhamos.
A rede que nasceu para queimar carvão em lampiões hoje recebe biometano de aterros e resíduos — molécula renovável, mesma tubulação. É a terceira reinvenção do mesmo ativo: iluminação, energia doméstica, e agora vetor de transição energética.
Da nossa parte, a história continua onde sempre esteve: na instalação segura, conforme e documentada, de cada imóvel que se conecta a essa rede.
A iluminação a gás começou em 1872; o uso doméstico canalizado se consolidou ao longo do século XX.
Gás fabricado (de carvão, depois nafta) que abastecia a rede antes da chegada do gás natural.
A lei municipal de 1987 restringiu botijões em edifícios — o gás canalizado virou o padrão.
Não — a concessionária já injeta biometano renovável na mesma rede. Veja nosso artigo sobre biometano.
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