Biometano é gás renovável produzido a partir de resíduos orgânicos (aterros, esgoto, agroindústria), purificado até ficar quimicamente equivalente ao gás natural. Por isso ele entra na mesma rede e queima nos mesmos aparelhos — sem qualquer mudança na sua instalação.
Matéria orgânica em decomposição gera biogás (mistura de metano e CO2). Purificado — removendo CO2 e impurezas — ele vira biometano: metano com especificação equivalente à do gás natural fóssil. Aterros sanitários, estações de esgoto e resíduos do agronegócio são as grandes fontes.
O ciclo é elegante: o metano que iria para a atmosfera (gás de efeito estufa potente) vira energia útil, deslocando combustível fóssil.

Como a especificação é equivalente, o biometano é injetado na rede de distribuição e se mistura ao gás natural — a concessionária de SP já recebe biometano de produtores. Para a infraestrutura e os aparelhos, é indiferente: mesma queima, mesma regulagem, mesma segurança.
Para o consumidor, nada muda na prática — exceto a pegada de carbono do gás que chega, que melhora conforme a participação renovável cresce.
A crítica 'gás é fóssil' ganha nuance: a rede de gás é um ativo que pode transportar moléculas cada vez mais renováveis, sem trocar tubulação nem aparelhos. Quem instala gás encanado hoje está conectado a uma infraestrutura em transição.
Não fazemos futurologia de percentuais — mas registrar a direção importa para quem decide entre fontes pensando em década, não em ano.
Nenhuma adaptação é necessária: aparelhos regulados para gás natural operam normalmente com a mistura da rede. O que sempre vale é o básico — instalação conforme, manutenção em dia e teste periódico — para aproveitar qualquer molécula com segurança.
Seguimos cuidando da parte que não muda: a segurança e a conformidade da sua instalação.
Não — o biogás é a mistura bruta; o biometano é o biogás purificado até a especificação do gás natural.
Não — a equivalência de especificação significa mesma queima e mesma regulagem.
A concessionária já recebe biometano de produtores e o injeta na rede, misturado ao GN.
O consumidor paga a tarifa normal do gás canalizado — a composição da molécula é gestão da concessionária.
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